Jornal Guerra e Paz

Categoria: Política

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Câmara notifica Dallagnol sobre cassação de seu mandato – Notícias

23/05/2023 – 09:05  

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Dallagnol concede entrevista coletiva após a decisão do TSE

A Corregedoria da Câmara dos Deputados notificou, nesta terça-feira (23), o deputado Deltan Dallagnol (Pode-PR) sobre a cassação de seu mandato determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A notificação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Agora o parlamentar tem cinco dias para apresentar sua defesa.

O TSE cassou no último dia 16, por unanimidade, o registro de candidatura do então candidato Deltan Dallagnol nas últimas eleições (outubro de 2022).

O tribunal considerou que Dallagnol pediu exoneração do Ministério Público para não ser alvo de processo administrativo, que poderia torná-lo inelegível. Cabe recurso da decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-procurador da Lava Jato recebeu mais de 345 mil votos na eleição, o que o tornou o deputado mais votado do Paraná. Ele tomou posse em 1º de fevereiro, início da atual legislatura.

Dallagnol criticou a decisão em sua conta no Twitter: “Meu sentimento é de indignação com a vingança sem precedentes que está em curso no Brasil contra os agentes da lei que ousaram combater a corrupção.”

A perda do mandato será analisada pela Corregedoria. Os procedimentos são regulamentados pelo Ato da Mesa 37/09. “A Câmara tem que ser citada, a Mesa informará ao corregedor, o corregedor vai dar um prazo ao deputado, o deputado faz sua defesa”, explicou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), na semana passada.

Quando a representação é fundamentada em ato da Justiça Eleitoral, o corregedor trata apenas dos aspectos formais da decisão judicial.

Da Redação – ND

Fonte: Câmara Dos Deputados

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Comissão aprova inclusão na Lei Eleitoral de permissão para artista manifestar posicionamento político em shows – Notícias

18/05/2023 – 11:27  

Billy Boss/Câmara dos Deputados

Erika Kokay recomendou a aprovação do projeto

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 721/22, que explicita na Lei das Eleições a permissão para que o artista manifeste seu posicionamento político, por meio de seu trabalho, em shows e apresentações, seja antes, durante ou depois do período eleitoral.

A relatora, deputada Erika Kokay (PT-DF), recomendou a aprovação da proposta. “Recentemente, ocorreram tentativas absurdas e abusivas de cercear o posicionamento político de artistas, manifestado de forma espontânea por meio de seu trabalho, o que torna o projeto relevante e oportuno”, disse a deputada.

“A todo cidadão é garantida a liberdade de expressão, e isso, é claro, inclui os artistas. Com a proposta, a eles ficará assegurada a manifestação política em shows ou apresentações, seja antes, durante ou depois do período eleitoral”, afirmou o ex-deputado Marcelo Ramos (AM), autor do texto aprovado.

Hoje, a Lei das Eleições já estabelece que não configura propaganda eleitoral antecipada, desde que não envolva pedido explícito de voto, a menção à pretensa candidatura e a exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos.

Tramitação
A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois seguirá para o Plenário.

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara Dos Deputados

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Presidente do Podemos anuncia que vai recorrer contra perda de mandato de Dallagnol – Notícias

17/05/2023 – 19:49  

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Renata Abreu: “A gente sabe o absurdo que se acometeu no dia de ontem”

Presidente nacional do Podemos, a deputada Renata Abreu (SP) afirmou que vai recorrer da decisão do Tribunal Superior Eleitoral que resulta na perda de mandato do deputado Deltan Dallagnol (Pode-PR). “A gente sabe o absurdo que se acometeu no dia de ontem, uma decisão baseada na suposição de um processo administrativo que nunca existiu. Foi uma suposição”, disse.

O TSE considerou que Dallagnol pediu exoneração do Ministério Público para não ser alvo de processo administrativo, o que o tornaria inelegível. “É um precedente perigoso não apenas para o deputado Deltan Dallagnol, mas para todos nós”, disse Renata Abreu.

Primeiro de muitos
Durante a sessão do Plenário desta quarta-feira (17), muitos parlamentares saíram em defesa do deputado ao afirmar que ele pode ser o primeiro de outros que perderão o mandato. “Ontem, foi Daniel Silveira; hoje, foi Deltan Dallagnol; amanhã, quem sabe, será o senador Sérgio Moro. Eu pergunto: qual de nós será o próximo?”, disse o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ).

O líder da Minoria, deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), também criticou a decisão do TSE. “Está muito claro que existe uma escalada contra o Congresso Nacional e, por uma falta de uma posição clara deste Congresso, as vítimas vão continuar acontecendo”, alertou.

Já o líder da Oposição, deputado Carlos Jordy (PL-RJ), avaliou que os ministros do TSE avançaram a interpretação da Lei da Ficha Limpa ao cassar Dallagnol. “Não se esqueçam: vocês estão criando um monstro. Hoje estão aplaudindo, porque está acontecendo com alguém que é seu adversário, mas um dia isso chegará até vocês”, disse.

O deputado Diego Garcia (Republicanos-PR) afirmou que o TSE acolheu “delírios da esquerda”, enquanto o deputado Júlio Redecker (PSDB-RS) afirmou que a decisão é “gravíssima”.

Favoráveis ao TSE
O deputado Tadeu Veneri (PT-PR) rebateu os colegas. Para ele, não há perseguição política da Justiça Eleitoral. “Concordo que nunca é bom quando nós temos um deputado cassado, mas entendo que muitas vezes, a situação no TSE não é um caso de perseguição absoluta contra este ou aquele”, disse.

O deputado Reimont (PT-RJ) também afirmou que a Justiça Eleitoral agiu de acordo com a lei. “Não celebramos a derrota de ninguém, mas entendemos que a irresponsabilidade deste ex-Deputado causou, no nosso País, muitas mazelas e sequelas”, disse.

Já o deputado Paulo Guedes (PT-MG) afirmou que a decisão do TSE é a consequência de supostas ilegalidades cometidas durante a trajetória de Dallagnol no Ministério Público. “Ele não honrou nem o seu cargo de promotor!”, disse.

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Câmara Dos Deputados

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Decisão do TSE contra candidatura de Deltan Dallagnol provoca debate no Plenário – Notícias

17/05/2023 – 18:21  

A cassação do registro de candidatura do deputado Deltan Dallagnol (Pode-PR) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) provocou debates no Plenário da Câmara. Deputados da base do governo comemoraram a decisão e criticaram a atuação do deputado quando era o coordenador da Operação Lava Jato pelo Ministério Público. Mas parlamentares de diversos partidos, não apenas da oposição, lamentaram a decisão do TSE, que, na prática, significa a perda de mandato de Dallagnol.

O TSE cassou o registro de Dallagnol por considerar que ele, quando procurador, feriu a Lei da Ficha Limpa ao pedir exoneração do Ministério Público para se candidatar a deputado, deixando pendentes pedidos de abertura de processos administrativos contra ele relacionados à Lava Jato.

Uma ação proposta pelo PMN e pela Federação Brasil Esperança (formada por PT, PCdoB e PV) acusou Dallagnol de ter pedido exoneração para fugir dos processos. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná julgou o pedido improcedente, mas a decisão foi reformada pelo TSE, após recurso dos partidos.

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Dallagnol recebe apoio de colegas parlamentares durante entrevista

A deputada Rosângela Moro (União-SP) questionou a punição a Dallagnol. “A cassação de uma voz que ecoou na sociedade, muito além de Curitiba, do Paraná. Ecoou no nosso país, tão cansado de roubalheira e de impunidade. Um país cansado de ver um Estado inflado, um país cansado de não ter esperança. Eu vivi a Lava Jato de dentro da minha casa e a pergunta que eu faço é: será que estamos punindo as pessoas certas?”, perguntou.

A decisão do TSE foi defendida pelo deputado Rogério Correia (PT-MG). “Deltan Dallagnol era ficha suja. Ele seria cassado do Ministério Público e, antes que isso acontecesse, e o julgamento, ele pediu demissão para não ser cassado. Tentou assim enganar a Justiça e foi candidato a deputado federal no Paraná. Foi eleito sabendo que não podia ser candidato. Alguém que diz que defendia a Justiça nesse Brasil e que pertencia a uma instituição de Justiça”, argumentou.

O deputado Tadeu Veneri (PT-PR) justificou a decisão do TSE. “Não acho bom quando um deputado perde o mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral. Aliás, pode recorrer ao STF, que poderá inclusive reformar a sentença. Agora, não dá para a gente mudar a narrativa. O senhor Deltan é tudo menos santo, como alguns querem colocar. E cada vez isso aí ficará patente, cada vez mais ficará claro. Não tem mais foro privilegiado”, apontou.

Mudança na lei
Já o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) disse que o TSE agiu por não haver uma previsão legislativa que dê ao Congresso o poder de decidir sobre o mandato de um parlamentar eleito.

“O julgamento de ontem foi da candidatura. Cassaram a candidatura e, consequentemente, o mandato não acontece, não se legitima. Eu estou propondo uma alteração legislativa: a hora que ela permitiu que o candidato, uma vez eleito, diplomado, tome posse nesta Casa, a Justiça Eleitoral não pode interferir mais no mandato. Já tomou posse, a responsabilidade é desta Casa”, argumentou.

Vingança
Para o deputado José Nelto (PP-GO), a cassação do registro da candidatura de Dallagnol foi um ato de vingança. “A Operação Lava Jato teve alguns erros, excessos, mas teve muita verdade neste país. E eu tenho falado, senhores deputados: quem cassa mandato de prefeito, governador, presidente e parlamentar é o povo. É nas urnas. Eu vejo essa cassação como uma vingança. A palavra é essa: uma vingança.”

Deltan Dallagnol, em entrevista, questionou a decisão do TSE e atribuiu a perda do registro a sua luta contra a corrupção. “Eu perdi o meu mandato porque combati a corrupção. E hoje é um dia de festa para os corruptos, um dia de festa para Lula. A Lava Jato em algum momento despertou uma nova esperança em todos nós. Agora o que nós vimos, com o passar do tempo, foi o sistema se recolocando, se reconstruindo e se vingando. E em seguida nós vimos o sistema retaliando contra quem cumpriu a lei, contra os agentes da lei e quem ousou combater a corrupção no Brasil.”

 

Deltan Dallognol foi eleito deputado federal com quase 345 mil votos no Paraná. Ele ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão do TSE. A perda do registro da candidatura não torna o ex-procurador inelegível para as próximas eleições.

Reportagem – Marcello Larcher e Antonio Vital
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara Dos Deputados

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TSE declara perda de mandato do deputado Deltan Dallagnol – Notícias

17/05/2023 – 10:19  

Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

Deltan Dallagnol deixou o Ministério Público para se candidatar

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou na terça-feira (16), por unanimidade, o registro de candidatura do então candidato a deputado federal Deltan Dallagnol nas últimas eleições (outubro de 2022). Cabe recurso da decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-procurador da Lava Jato recebeu mais de 345 mil votos na eleição, o que o tornou o deputado mais votado do Paraná. Ele tomou posse em 1º de fevereiro, início da atual legislatura.

Dallagnol criticou a decisão em sua conta no Twitter: “344.917 mil vozes paranaenses e de milhões de brasileiros foram caladas nesta noite [terça-feira] com uma única canetada, ao arrepio da lei e da Justiça. Meu sentimento é de indignação com a vingança sem precedentes que está em curso no Brasil contra os agentes da lei que ousaram combater a corrupção.”

Pela decisão do TSE, os votos dados a Dallagnol serão computados para o Podemos (partido pelo qual o ex-procurador concorria).

A Câmara dos Deputados vai esperar a comunicação oficial da Justiça Eleitoral para dar prosseguimento à decisão. O TSE também deve refazer os cálculos para indicar o nome do suplente ocupará a vaga de Dallagnol.

Entenda o caso
O Partido da Mobilização Nacional (PMN) e a Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB e PV) acionaram o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná afirmando que Dallagnol pediu exoneração do cargo de procurador da República enquanto estavam pendentes sindicâncias e processos administrativos disciplinares (PADs). Esses processos poderiam levar a punições que o tornariam inelegível.

O TRE-PR julgou o pedido improcedente, e os partidos recorreram ao TSE, que concordou com a acusação. “Dallagnol antecipou sua exoneração em fraude à lei. Ele se utilizou de subterfúgios para se esquivar de PADs ou outros casos envolvendo suposta improbidade administrativa e lesão aos cofres públicos. Tudo isso porque a gravidade dos fatos poderia levá-lo à demissão”, resumiu o relator do processo no TSE, ministro Benedito Gonçalves.

A decisão não torna o ex-procurador inelegível para as próximas eleições.

Da Redação – ND

Fonte: Câmara Dos Deputados

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